DIFERENÇAS DE EDUCAR MENINOS E MENINAS

Homens e mulheres são diferentes e complementares. Na etapa escolar, meninos e a meninas diferem em seus ritmos de maturação, em seus interesses, inquietudes, gostos, formas de socializar-se, de reagir diante de idênticos estímulos, maneiras de brincar, afetividade e comportamento.
Determinando diferentes formas de aprendizagem, exigindo aplicação de métodos e técnicas pedagógicas diferentes para meninos e para meninas. A velocidade de maturação, cerebral e física é distinta. As meninas amadurecem antes. Nas meninas a parte do cérebro destinada às habilidades linguísticas, o hemisfério esquerdo, desde os seis meses de idade já mostra mais atividade elétrica quando escutam sons linguísticos. Quando começam a falar articulam melhor as palavras, criam frases mais longas e complexas, falam mais e com maior fluidez. E, ao contrário dos meninos, encontram mais facilidade para escrever durante os primeiros anos escolares. Os meninos requerem uma atenção diferenciada para sua compreensão leitora. O desenvolvimento corporal (e o psíquico) das meninas é de 2 anos antes dos meninos. Na puberdade os meninos vivem “dominados” pelas meninas. Eles, em geral, reagem com excessos de violência, dificultando a convivência em sala de aula. Os meninos tímidos retraem-se, isolando-se em suas relações com as meninas.
Os meninos são dedutivos e as meninas são indutivas. Os meninos costumam partir de uma regra geral para tirar consequências e chegar a conclusões. As meninas percebem detalhes, partem de pequenos dados, exemplos, para chegar a uma conclusão ou regra geral. Os meninos preferem e retêm melhor os dados objetivos (datas concretas, dados exatos), enquanto que as meninas fixam com maior facilidade os dados subjetivos (historinhas, contos, os segredos, as reações pessoais). Expressam-se desenhando, de maneiras diferentes. Desenhos de meninas costumam ser fortemente coloridos: uma boneca, uma flor, minha mamãe, meu papai, minha casa. Meninos utilizam mais cores de tons frios (preto, cinza e azul escuro). Suas figuras são de movimento, carros zarpando, aviões em queda, dragões.
Nas brincadeiras e jogos os meninos são guerreiros. As meninas negociadoras. Brincam separadamente e de formas diferentes. Eles gostam de atividades arriscadas e, se possível, com “emoções fortes”. Jogos ativos competitivos e com clara definição de ganhadores e perdedores. Acatam as regras dos jogos. Querem se tornar um herói diante dos amigos para ter seu “status”, serem respeitados dentro do grupo. Estabelecem uma “hierarquia de dominação”.
Pelo contrário, as meninas fogem do risco, são mais precavidas. A realização de atividades arriscadas está mal vistas pelo grupo de amigas. “Não é vital o ganhar, mas sim o sair-se bem.” Formam grupos reduzidos, não hierárquicos, sem líderes. Buscam ser aceitas e queridas por todas, sensíveis às suas mútuas necessidades. Raramente competem. Optam por manter a harmonia social. A conversação na amizade feminina é um componente essencial, e a intimidade é a chave, oposto dos meninos.
A afetividade, em geral, é manifestada de forma distinta, nas meninas, a delicadeza, a atenção aos detalhes e ao emocional. São capazes de estudar e portar-se bem em classe por carinho a sua professora. Coisa impensável nos meninos caracterizados a partir de certa idade pela rudeza, dureza e insensibilidade. No grupo costumam desqualificar a vida afetiva. Mais tarde, na idade adulta, aparecerá um pouco a ternura masculina, ainda que suas manifestações sigam sendo muito diferentes às das mulheres.
Quando se fala em gênero e educação, numerosas questões podem ser debatidas. Desigualdades de gênero percorreram toda a história educacional desde os primórdios e em todos os países do mundo, continuando até os dias de hoje, ainda que apresentando padrões variados ou mesmo contraditórios. 
Texto fornecido por Isabela Cotian.
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