ADAPTAÇÃO ESCOLAR

A angústia da separação, o medo de que o filho não seja atendido e amparado prontamente quando solicitado, que a criança chore e sofra com falta da mãe, gerando insegurança, culpa, ansiedade e preocupação na mãe e consequentemente abalando o emocional da criança.
A adaptação escolar é um processo vivenciado não só pela criança, mas também pelos pais e pelos profissionais da escola. Cada um irá reagir de maneiras diferentes durante esse processo, seja nas manifestações emocionais ou no tempo que ele levará para ser concluído. É um período que traz ansiedade e expectativas.
Para que esse processo seja vivenciado por todos com sucesso, a família e a escola desempenham um papel fundamental. Ações tomadas em parceria, poderão favorecer a cada um sair do período de adaptação mais fortalecidos, principalmente a criança. Afinal, não é fácil para ela se separar da família, lidar com um ambiente novo e com pessoas que ela só irá conhecer aos poucos.
Mais ou menos nos três últimos dias de férias, ou nos 3 dias antes de começar as aulas pela primeira vez é hora de falar da escola. Leve seu filho para conhecer a escola antes de começar as aulas. Nem que seja passar na rua para ver o lado de fora. É uma maneira de fazer com que ela não lhe seja totalmente estranha no primeiro dia de aula. Caso tenha que comprar algum material escolar, leve seu filho e, se puder, deixe que ele também faça escolhas, como o personagem da mochila, a cor do estojo. Ele ficará entusiasmado e se sentirá mais comprometido.
A escolha da escola gera confiança e segurança par a mãe e para seu filho. Então, antes de definir, analise se as opções de escola que escolheu visitar praticam os mesmos valores que vocês vivenciam como família. Fique atenta para: o espaço – conheça os pátios, as salas, a biblioteca, banheiros e todas as dependências da escola destinadas ao seu filho; observe os brinquedos e os móveis disponíveis; a localização – uma escola muito distante traz desgastes desnecessários. Imagine seu filho ter que enfrentar longas distâncias ou engarrafamentos até chegar em casa. Isso poderá gerar estresse, dificuldade na adaptação e até mesmo noites de sono mal dormidas; alimentação – caso a escola ofereça as refeições, procure saber se elas são planejadas e acompanhadas por um nutricionista.
Conheça o espaço destinado às refeições e os utensílios utilizados; adaptação – é importante saber como a escola planeja o período de adaptação. A noção do tempo para o seu filho é completamente diferente da sua. Um período curto poderá parecer uma eternidade. É preciso que tenha flexibilidade nos horários de saída. Então, ir embora mais cedo evita o cansaço e não compromete o processo de adaptação. Ficar na escola a metade do tempo no qual seu filho está matriculado é o mais indicado. Esse procedimento poderá durar por volta de 3 a 7 dias, dependendo da idade e da reação da criança. Depois da escolha feita leve seu filho para conhecer a escola, mesmo que ele seja um bebê. Esse gesto irá trazer mais segurança e conforto para você no momento de deixá-lo na escola. Além de ser um gesto de respeito pelo novo momento de vida do seu filho.
Não existe idade certa, existe a realidade e a escolha de cada família. Esta escolha é muito pessoal, e você deve analisar todos os fatores que envolvem esta tomada de decisão: o seu trabalho, a idade do bebê e o preparo emocional de vocês dois. Se você tem que voltar ao trabalho, e não tem alguém de confiança para deixar seu filho, não se culpe por isso. Já se você pode trabalhar em casa, e esperar que elas cresçam um pouco mais, será melhor tanto pra você quanto pra ela. Coloque seu filho na escola quando sentir que estão emocionalmente preparados.
Permaneça a postos durante a adaptação. Você poderá ser chamada para buscar seu filho mais cedo se ele estiver chorando muito. Combine com a professora em que local você poderá ficar, principalmente se seu filho for para o berçário. Caso você não possa ficar na escola, um adulto do convívio dele, deverá tomar o seu lugar. Isso é importante para que seu filho, você e a escola se sintam mais seguros ao retomar o processo no dia seguinte.
Como preparar a criança antes do primeiro dia?
Comece a falar sobre a escolinha quando decidirem começar as pesquisas. Convide a criança para conhecer a escola junto. Faça uma visita quando a escola estiver funcionando, mostre a professora, a sala, os brinquedos e conte como será divertido brincar com novos amigos e aprender um mundo novo!A criança percebe a emoção dos pais, quanto mais confiantes e animados estão, conseguem transmitir aos pequenos.
Quais benefícios a escolinha pode trazer para as crianças que ainda não estão na fase de alfabetização, mas que por algum motivo os pais precisam que ela fique na escola?
Cosidero que com 3-4 anos a criança pode aprender em casa tudo que precisa, com mais conforto e menos estresse. Podendo ter sua própria rotina, sua hora da soneca, estar em seu próprio espaço. Cabe a nós, mães e ais, estimularmos as crianças com brincadeiras adequadas a cada faixa etária. Se seu bebê não vai pra escola, mas fica em cada na TV, então talvez a escola seja a melhor opção. A socialização é sim importante nessa faixa etária, mas ela pode ser feita em atividades coletivas, em que você também participa. Como levar a criança ao parque, ao playground do prédio, aula de natação, de música, roda de contar histórias. Busque atividades que envolvam outras crianças. A criança não precisa ficar em casa o dia inteiro. Mais se você não consegue oferecer esta socialização, a escola pode sim ser uma boa opção a partir dos 2 anos, para que ela tenha amigos, comece a brincar junto, aprenda a conviver e respeitar outras pessoas.
Quais cuidados os pais devem ter ou perceber nos filhos para saber se a escolinha está causando algum desconforto?
É preciso ter atenção aos sinais físicos e comportamentais que a criança dá quando o estabelecimento não consegue cumprir bem o seu papel. Creches, berçários e escolas de educação infantil oferecem vantagens, como equipe de profissionais treinados, respaldo educacional e eliminação da necessidade de babá. Apesar disso, a criança pode se mostrar infeliz por várias razões: não se adaptar à instituição, estar sendo negligenciada ou sendo vítima de maus tratos. Uma dica é criar momentos de brincadeiras com as crianças e fazer dramatizações do ambiente escolar. Eles podem representar o papel do aluno e a criança o do professor ou cuidador e vice-versa, mostrando assim o que se passa na realidade.
Texto fornecido por Isabela Cotian.
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