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Mostrando postagens de Abril, 2019

MEU FILHO NÃO ME ESCUTA. SERÁ?

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Frequentemente, nós, adultos, dizemos que as crianças não nos “escutam”. Sentimos a dor e a frustração de falar, pedir, repetir mil vezes a mesma coisa e não obter o resultado esperado. Dessa maneira, colocamos nosso foco no “problema” da criança, e pouco realizamos o exercício de auto-observação. Afinal, temos “certeza absoluta” de que nossa comunicação está sendo suficiente, uma vez que deixamos claro, repetimos ou até gritamos “o que precisa ser feito”. Então, por que elas não nos escutam?
Por que isso acontece? Muito provavelmente, porque estamos sempre falando, não proporcionando, a elas, chances de falar. Todos desejam ser escutados, o adulto e a criança. Sentimos que é obrigação da criança nos escutar, mas não nos colocamos na obrigação de escutá-las.
Isso porque ainda nos encontramos no padrão de nos acharmos mais fortes, poderosos e no controle das coisas — mesmo que de forma inconsciente e, por conta do “piloto automático”. Quando começamos a nos dar conta de que ouvir uma crian…

UMA QUESTÃO DE LIMITES PARA: O IDEAL, O REAL E O POSSÍVEL

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Limites? Dizer não? É possível frustrar com a privação de algo sem sentir culpa? Perguntas complexas e filosóficas que ora nos colocam para pensar, ora nos atormentam. Esse papo dá pano para manga. As opiniões se divergem dentro e fora da família, o que nos deixam perdidos algumas vezes. Parece não ter solução e a comparação que na casa do vizinho a grama é sempre mais verde ou os filhos são sempre mais educados surge frequentemente.
Idealizamos nossos filhos. Mesmo antes de nascerem já habitam nosso coração e corpo. Fantasiamos sua chegada, imaginamos como serão seus olhos, a cor dos cabelos, o chorar e tudo mais. Preocupamo-nos com todo o aparato físico e material para melhor recebê-lo em nossas casas. Lemos sobre os primeiros cuidados, pesquisamos sobre a vida dos bebês e suas necessidades. Além disso, torcemos para que, além de saudáveis, sejam filhos lindos, amáveis, ótimos alunos e educados. A verdade é que sonhamos mais do que nos preparamos para a realidade. Já pensou nisso?
Pro…

COMO FALAR “NÃO” PARA A CRIANÇA?

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COMO FALAR “NÃO” PARA A CRIANÇA?
Vamos falar um pouquinho sobre como nos sentimos quando falamos “não” com as crianças e elas não aceitam? Tenho a sensação de que a nossa expectativa é que elas recebam e aceitem o “não” na mesma hora.
Por criarmos essa expectativa, sofremos, até porque, na nossa infância, ouvíamos o “não” dos nossos pais e tínhamos que ficar em silêncio, sem fazer birra, senão apanhávamos, íamos para o castigo ou ouvíamos “é não porque sou seu pai ou sou sua mãe”.
Um olhar para o “não” que recebíamos na infância
Queremos que nossos filhos recebam o “não” como recebíamos. Mas sob qual condição aceitávamos esse “não” tão fácil, sem reclamar, bater e gritar? Sob condições negativas de ameaça, punição, vergonha e humilhação. Esperamos o mesmo para os nossos filhos?
Essa é a pergunta que precisamos fazer, principalmente por estarmos buscando educar com respeito — que não funcionará se usarmos as estratégias anteriores. É como se pensássemos: “vou pelo mesmo caminho, mas quero…

EDUCAR: UM DESAFIO

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São diversos os desafios na tarefa de educar. Considerá-los e contextualizá-los é o nosso primeiro convite a vocês. São obstáculos novos, derivados das transformações contemporâneas: mídias ilimitadas, o lugar que a infância ocupa hoje, as relações pais e filhos (horizontalidade e lugares de cada um pouco definidos).
       A expectativa dos pais hoje, em relação aos seus filhos, é principalmente relacionada à felicidade. Diferente de anos anteriores, quando o desejo era de que se tornassem bons cidadãos e prosperassem. Com essa intenção principal de fazê-los felizes, o sofrimento dos filhos é interpretado como um fracasso para os  pais. Ao contrário do preceito de favorecer os desejos da criança a todo custo, educar é também contrariar as vontades dos pequenos, oportunizando o adiamento da realização de um prazer imediato.
    Quando o bebê nasce, ele precisa da dedicação dos pais. É natural que seja assim: amamentamos quando estão com fome, cantamos uma música quando há um desconforto…