EDUCAR: UM DESAFIO



      São diversos os desafios na tarefa de educar. Considerá-los e contextualizá-los é o nosso primeiro convite a vocês. São obstáculos novos, derivados das transformações contemporâneas: mídias ilimitadas, o lugar que a infância ocupa hoje, as relações pais e filhos (horizontalidade e lugares de cada um pouco definidos).

       A expectativa dos pais hoje, em relação aos seus filhos, é principalmente relacionada à felicidade. Diferente de anos anteriores, quando o desejo era de que se tornassem bons cidadãos e prosperassem. Com essa intenção principal de fazê-los felizes, o sofrimento dos filhos é interpretado como um fracasso para os  pais. Ao contrário do preceito de favorecer os desejos da criança a todo custo, educar é também contrariar as vontades dos pequenos, oportunizando o adiamento da realização de um prazer imediato.

    Quando o bebê nasce, ele precisa da dedicação dos pais. É natural que seja assim: amamentamos quando estão com fome, cantamos uma música quando há um desconforto, damos colo quando choram e, assim atendemos aos seus desejos e necessidades imediatos. É o amor, segundo Tiba,  dadivoso; basta ter nascido para já ser amado. É, em sua direção, que confluem todas as atenções. Para o bebê é natural que seja assim.

      Nesse contexto de busca pela felicidade constante dos filhos,  os pais contemporâneos assumem uma culpa. Um lugar quase labiríntico, sem saída, ora por estar trabalhando demais, ora por um choro interpretado como “falta de felicidade” e, assim, essa culpa se instala. Falta-nos como pais a reflexão de que a felicidade, como sabemos, não é um estado permanente, e sim, produzida por situações transitórias. Dessa maneira, o adulto precisa possibilitar que a criança vivencie também o desprazer, compreenda que terá que deixar a televisão de lado para escovar os dentes, acordar cedo para ir à escola etc.

     O educar é um processo trabalhoso e repetitivo. Exige o ensino às crianças, desde pequenas, de que suas vontades poderão ser adiadas, pois sua natureza será conflitada com a cultura, e a realidade não se submeterá aos seus desejos prontamente. As relações muitas vezes serão frustrantes. Então, que tal promover essa capacidade de lidar com o mundo e promover habilidades para a inteligência emocional de seu filho?



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