SÍNDROME DE DOWN



"Fui mãe muito jovem de dois filhos lindos: Amanda e Gabriel. Ambos extremamente amados, mas não foram planejados. Em 2006 conheci o grande amor da minha vida e a vontade de ser mãe novamente foi crescendo aos poucos. Enquanto amadurecíamos a ideia, lia muito sobre os riscos de uma gravidez pós 35 anos. Confesso que a SD (por ignorância minha) era um dos meus maiores medos.
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Nesse tempo todo, rezava e pedia para Deus: “ Se for para eu gerar um filho perfeito, saudável e que venha para unir ainda mais nossa família, que eu fique grávida.“ 2 meses depois de parar com o método contraceptivo e aos 38 anos, contrariando todas as estatísticas, já estava grávida. Que alegria! O fruto do nosso amor estava a caminho. Lembro de ficar extremamente ansiosa antes do exame de translucência nucal. A médica, com largo sorriso no rosto diz: “T.N 1,1. Tudo certinho. Esse exame é um divisor de águas para as síndromes”. Saímos do consultório radiantes. O Senhor havia nos abençoado.
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O restante da gestação prosseguiu com tranquilidade. Realizei todos os exames sugeridos pelo obstetra, inclusive o ecocardiograma fetal. Todos normais. Escolhemos a data do parto para 18/11/2013. Uma segunda-feira para o papai ficar a semana toda com a gente. Foi aí que as coisas começaram a sair diferente do que planejamos. Elisa se antecipou e na manhã do dia 15/11/2013 ela chegou, com 3.735 gr e 49 cm. O parto foi longe de ser o que planejei, foi uma cesárea “inquieta”, Elisa demorou muito para chorar, nasceu roxinha e quando colocaram ela pertinho de mim por poucos minutos percebi que ela era “especial” na nossa primeira troca de olhares. Um misto de sentimentos, onde o medo prevalecia. A sequência dos acontecimentos foi extremamente dolorosas. Ninguém me falava nada e eu não parava de olhar para aquela gorducha dos olhinhos puxados, que não conseguia sugar meu peito e dormia o tempo todo no meu colo. O pediatra conversou apenas com meu marido e no outro dia quando foi no quarto, conversou comigo sobre a suspeita da SD, mas falou da necessidade de realizar o exame do cariótipo para ter certeza. Tudo parecia um pesadelo. Chorei demais. Questionei minha fé. Queria entender o porquê. Só conseguia imaginar um futuro de lutas e preconceito pela frente.
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O resultado do cariótipo levou quase dois meses para ficar pronto, mas quando chegou, ele não fazia mais sentido. Já estávamos totalmente envolvidos por ela. Em pouco tempo de convivência com a ELISA percebi que Deus não me abandonou por nenhum segundo. Conforme eu clamei em oração, ele me mandou uma filha saudável, perfeita e que além de unir mais e encher nossa família de amor, vem transformando caminhos e iluminando a vida de tantas pessoas.
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Elisa completou 6 anos essa semana e sigo me questionando se sou merecedora de TANTO. Ela é muito melhor que o meu maior sonho."
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