ADAPTAÇÃO EDUCAÇÃO INFANTIL





Adaptação na Educação Infantil

Mês de volta às aulas e período de adaptação e readaptação nas escolas, momento delicado e importante principalmente para as crianças de 6 meses a 3 anos.

Os novos alunos foram acolhidos pelas professoras, auxiliares e pelos alunos antigos. Juntos, brincaram nos espaços externos, realizaram atividades lúdicas e participaram de contação de histórias.

As Famílias podem ficar tranquilas e seguras, pois a Catavento respeita e valoriza a individualidade de cada criança.



Confiram algumas dicas que podem ajudar a tornar o processo mais tranquilo e positivo:

DICAS PARA O PERÍODO DE ADAPTAÇÃO

  • Quando a criança entra na escola, não é só ela quem está em adaptação, mas também a família e a própria escola. É uma situação nova para TODOS.
  • A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe e/ou pessoas do convívio diário da criança.
  • Nos primeiros dias, é fundamental que alguém que represente uma figura de confiança para a criança permaneça com ela na escola (pai, mãe, avó, babá, etc.). O tempo de duração do período de adaptação depende de cada criança. É preciso respeitar o tempo dela.
  • O responsável que permanecer na escola deve intervir o mínimo possível nas atividades e evitar se antecipar a atender às necessidades da criança. Assim, fica claro para a criança que é ao educador que ela deve recorrer quando estiver na escola. Por isso, incentive a criança a procurar a ajuda do educador quando precisar de algo, para que seja estabelecido um vínculo afetivo e de confiança.
  • A vinda da criança para a escola deve ser preparada (é importante sempre conversar com a criança sobre qualquer fato novo que esteja para acontecer em sua vida, para que ela se sinta segura, respeitada e não sinta a novidade como algo ameaçador ou desencadeador de ansiedade). Mas isso não significa longas despedidas ou conversas do tipo que mostre para a criança que ela terá que ficar “sozinha”, pois isso pode gerar insegurança.
  • É fundamental que os responsáveis evitem ao máximo as faltas nessa fase. A frequência irregular prejudica o estabelecimento do vínculo da criança com a escola. A criança pequena precisa ter uma rotina e uma constância de lugares e pessoas no seu dia-a-dia, para que consiga se organizar internamente e se sinta segura.
  • Quando mudanças importantes na vida da criança coincidem com a entrada na escola (troca de residência, retirada da chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, mãe grávida, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação…) o processo de adaptação merecerá especial atenção, tanto por parte da escola quanto da família. É importante evitar grandes mudanças nessa fase.
  • Criança com irmãozinho nascido recentemente, dificilmente virá para a escola com tranquilidade.
  • O choro na hora da separação é frequente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola. Da mesma forma, a ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação.
  • Não force com violência ou ansiedade a criança a ficar na escola.
  • Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença.
  • Cabe à pessoa que trouxer a criança entregá-la ao educador, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo.
  • NUNCA saia escondido do seu filho. Despeça-se naturalmente. Mesmo que ele chore, é sempre melhor dizer a verdade do que tentar enganá-lo, pois a confiança é a base para uma boa adaptação.
  • Se os pais optaram por uma escola, é porque confiam na equipe, já visitaram o espaço físico, já conheceram o funcionamento, sentem segurança em relação ao lugar onde estão deixando seu filho. Esta segurança na separação deve ser perceptível à criança, que suportará melhor a nova situação. Lembre-se: a criança sempre sente quando os pais estão ansiosos ou inseguros.
  • Evite criticar ou repreender a criança por seu comportamento na escola caso ela chore ou se recuse a participar das atividades. A criança precisa se sentir compreendida e acolhida para que possa se expressar. Sentir saudades dos pais, raiva ou tristeza é normal, todos nós sentimos. Por isso, devemos acolher e respeitar o que a criança sente, e jamais ignorar, menosprezar ou diminuir, dizendo coisas como “não foi nada”, “isso é bobagem” ou “você está chorando sem nenhum motivo”. Assim, a criança aprende, através do adulto, a identificar e aceitar seus sentimentos, e também a lidar com eles.
  • Às vezes ocorrem algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômitos, etc.).
  • A ambivalência de sentimentos é comum nessa fase. O desejo de autonomia da criança e a necessidade de proteção ocorrem simultaneamente.


Agradecemos a todos que estão embarcando conosco nessa viagem. Temos a certeza de que viveremos momentos inesquecíveis!

Cláudia Costa (Diretora Pedagógica), Daniela Santos (Coordenadora Pedagógica) &Rita Melo (Psicóloga)

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